sexta-feira, 6 de junho de 2008

MUDEI!

Foram mais de 50 posts de pura dúvida, preguiça, insegurança, algo engraçado, etc. Mas, como muitos já devem ter percebido, andava descontente com o andamento das coisas por aqui. Agora sou uma "blogueira experiente" (tá, mentira) e resolvi criar, pela primeira vez (e única, espero), um blog com o título em português.
Bom, vou deixar este aqui. Não aguento mais este amarelo, tenho preguiça/pena de mudar, então, decidi. E estou comunicando oficialmente por aqui. Então, morgou o blá blá blá e vamos ao que interessa:

CLICAÊ GALERA o///
http://cadernodeuaba.wordpress.com/

terça-feira, 27 de maio de 2008

Blogueirismo II

Preciso de um blog sério, sério! Achar um assunto só para postar sobre seria bem interessante, como um assunto que eu "domino" ou sou curiosa sobre. Eu até poderia escrever sobre arquitetura, que é o que eu estudo e lido diariamente. Poderia escrever sobre artes, que é algo que me fascina e me deixa curiosa. Poderia escrever sobre fotografia, que é algo que me interessa bastante. Poderia escrever em inglês, que é algo que eu sei e me ajudaria a exercitar. Enfim, eu tenho um leque de possibilidades.

O grande problema é que, assim como não sei administrar meu tempo, também não sei escolher um assunto apenas para tratar. Dedicação é algo que me falta, muito e há muito tempo. Nesse blog, por exemplo, eu tento tratar de todos os assuntos citados acima ao mesmo tempo. Mas, não é possível, e, não sei porque, acabo escrevendo mais sobre a minha vida pessoal do que sobre qualquer coisa que me interesse.

Adoro escrever, sempre escrevi. Desde que a modinha dos blogs começou, lá em 2002, é que eu tenho blogs. Já tive inúmeros blogs. O que mais prosperou foi o Take-me, mas desisti dele por conta do blogger Brasil que estava muito negligente com seus usuários. Ah, também ficava cansada de fazer layouts porque webdesign não é a minha praia. Migrei para o blogspot e, com este blog, esperava escrever coisas mais adultas, interessantes e, de certa forma, que leitores mais amadurecidos aparecessem por aqui. Os leitores apareceram, pessoas muito interessantes, mas não estou satisfeita com meus posts. Já foram 50 posts! Poucos me fizeram sentir que estou conseguindo o que eu quero.

Realmente não sei se procuro um novo nome, pois, para isso, precisaria mudar de endereço novamente. Não sei se continuo com este blog e tento ser mais compromissada. Não sei, não sei. Sou indecisa e terminei falando sobre mim mesma aqui. É, na descrição do blog eu digo que eu venho em primeiro lugar, é, tenho que pensar a respeito.

sábado, 17 de maio de 2008

Blogueirismo

Bem, como toda blogueira super atenciosa, antenada e atualizada [vibe publicitária], vim aqui fornecer algumas informações super legais e úteis ou não. E tem coisas que eu sinto vontade de fazer e preciso de um post exclusivo para isso! Então, lá vai, tudo numerado [vibe organizada].

1) Samy, Gustavo Camargo, Gustavo Henrique (são a mesma pessoa, tipo, os dois Gustavos?), Juliana Sous, Laura, Tati, enfim, a todo mundo que comenta aqui, mas especialmente estes, quero dizer que amo os comentários de vocês, mas não tenho como responder à maioria! Uns, porque não tem blog, outros, porque eu sou retardada e esqueço mesmo (foi mal). Poxa, finalmente existem pessoas que realmente lêem meus posts, mesmo os textinhos antigos que eu republico pra o blog não ficar parado! Sério, vocês me dão vontade de continuar escrevendo! Um beijo pra todos!

2) Coloquei um new feature ali na barra do perfil, o Twitpic, mais uma ferramenta nerd do Twitter! A-do-ro twittar! Vou colocar minhas fotos felizes eeeee! Ah, mas nem por isso deixe de ver minhas fotos arquitetônicas e artísticas (hahaha) no flickr, ok?! heh

3) Alguém sabe por que raios o contador do FastWebCounter que eu coloquei, faz um tempo já, no meu blog não conta mais as visitas? Tava em 700 e alguma coisa, poxa! Que saco de códigos html ¬¬

4) Preciso organizar os links! Que fique registrada minha necessidade aqui!

5) Pronto, só isso, qualquer dia eu volto!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Não sou malandra

Aquela conversa fiada que muitos jogam para conseguir vantagem em cima dos outros, aquela omissão de uma "pequena" informação para não ser pego, aquele jeitinho de que não está nem aí para as leis, enfim, a maneira mais fácil de se obter vantagem em cima de um "otário". Esse é o modo de vida do malandro. Todo mundo tem um pouquinho de malandro não?! Não. Sempre tem que ter um otário. Sempre. No meu caso é assim, sempre tem um malandro querendo levar vantagem as minhas custas. Sabe que até já me acostumei?! Fui criada ouvindo sempre que é pra se dizer a verdade, mesmo que isso lhe prejudique. O problema é que sempre acreditei que os outros também diziam sempre a verdade para mim. Meu erro, grande erro. Quem é malandro vê logo que sou otária. A vítima perfeita para a aplicação de golpes, a indicação do lugar errado, a enrolação. Jogar aquela conversinha fiada de "eu tenho o melhor" ou "aqui é mais barato" é o grande trunfo dos malandros sobre mim. Caio fácil, fácil como uma patinha.

Também, nas horas em que deveria ser malandra, para me livrar de pagar um dinheiro desnecessário, ou deixar de fazer algo para outra pessoa porque estou "doente", não sei. Simplesmente não consigo. Dizer "não" no sentido de "não vou fazer isso pra você" ou de "tá pensando que sou otária" não é comigo, mesmo. Sou assim, uma pessoa fácil de se enrolar, enganar, ludibriar, como queira. Sou uma otária confessa. Não sou malandra, não sei levar vantagem, não sei mentir direito, não sei "dar um jeito", fazer "justiça com as próprias mãos" não é comigo. Nem tento. Ou tento, mas não consigo. Quantas vezes eu disse que nunca mais faria trabalhos sozinha e colocaria o nome do resto dos vagabundos que não fizeram nada? Quantas vezes eu prometi que nunca mais ficaria esperando horas e horas para ser atendida num médico? Quantas vezes eu já fiz coisas que não queria só para agradar os outros? Quantas vezes comprei algo mais caro porque alguém conseguiu jogar a lábia pra cima de mim? Sem contar com o não recebimento de nota fiscal e depois querer trocar o produto sem poder. Sem contar com as inúmeras tentativas frustradas de ser percebida por atendentes de loja com má vontade. Sem contar nas vezes em que confiei nas pessoas e elas passaram por cima de mim.

Hoje estou eu aqui, para contar histórias. Os exemplos lindos dos símbolo do comportamento brasileiro, a malandragem. Acho que não sou brasileira. Não tenho essa alma batalhadora, muito menos malandra. E o pior: na falta do que escrever, escrevo justamente sobre o meu ponto fraco, para que todos fiquem sabendo que sou uma otária confessa. Venham todos me "passar a perna". Mas lembrem-se: sou otária, mas não sou burra.

*Post publicado em 18/04/2007 no meu antigo blog.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Medo

Quem tem medo, sempre tem medo de alguma coisa. Tem gente que não pode ver uma barata, outros não andam de avião ou elevador, alguns só dormem com a luz acesa, por aí vai. Os seres humanos (e os animais também) podem sentir medo de qualquer coisa. Mas e quem tem apenas medo? Só sente medo e não sabe dizer de que, nem o motivo? Como ficam essas criaturas? Se alguém souber, por favor, me responda, porque eu sou uma delas. Alguém sabe de onde vem o medo?

Ah, tá bom de perguntas. Se eu continuar a peguntar, ficarei escrevendo horas e horas aqui. E, obviamente, não obterei resposta. Também não procurarei o que é medo no dicionário. Não é definição que estou procurando. Procuro respostas para minhas perguntas, nada além. As definições não irão me ajudar. Estou bem sem elas.

Também há um “efeito sanfona” do medo. O medo vem, se instala, você começa a sentir, e ele cresce, toma conta de você, lhe desespera. E não há nada, absolutamente, que você possa fazer contra ele. Aliás, se alguém souber algum tipo de arma, ou método de defesa contra o medo, também me avise, acho que será útil. Bem, depois do desespero o medo começa a deixar você, vai saindo, indo embora, tomando seu rumo. Com certeza ele voltará. Será que o último sentimento das pessoas antes de morrer é o medo? Impossível saber.

Apesar de tudo, tenho certeza de algumas coisas: sinto medo, não sei de quê, nem o motivo, não sei me defender nem controlá-lo e ele vai e volta, forte ou fraco. Ter consciência do medo é difícil, é perturbador. Não quero deixar de ter medo, mas preciso de respostas para minhas perguntas.

terça-feira, 22 de abril de 2008

No-vela

Vem cá, é impressão minha ou não ver novela virou moda? Já ouvi um monte de gente dizendo que não vê novela, há quem coloque no orkut, quem participe de comunidade, quem escreva no blog sobre isso... Aliás, vou reformular minha pergunta: Vem cá, é impressão minha ou dizer que não vê novela virou moda? Sinceramente, eu acho que muita gente parou de acompanhar novelas, mas ainda há quem veja e diga que não vê.

Acho que maldita inclusão digital fez com que os novos adultos passassem mais tempo na internet do que vendo televisão. Tiro isso por mim mesma. Não que eu seja uma incluída digitalmente, pois tenho internet há muito tempo, mas o acesso fácil, preços baratos, lan houses, mostram que a galera quer mesmo é conversar pelo msn, bisbilhotar orkut, criar fotolog, etc. Quem raios sabe que porra é Portelinha? Alguém aqui sabe o nome da personagem da ex-bbb Grazi? Ainda há quem acredite que Malhação representa a realidade? E qual é a dos mutantes?

Believe me, nobody gives a shit. Me neither.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Condicionamento

Parando para pensar no que acabara de ler, Ágatha abriu a geladeira. Logo, os pensamentos vieram à sua mente e ela fechou a geladeira. Ajoelhou-se na cama e colocou os cotovelos no parapeito da janela do seu quarto. "Quanta gente lá fora, e eles nem sequer imaginam que eu existo..." mas isso não era o que importava para ela, pelo menos naquele momento. No livro que estava lendo, o autor escreveu o seguinte: "a leitura do que outras pessoas pensaram pode nos ser útil quando precisamos construir nossa própria imagem do mundo e da vida". Ela anotou a frase em um caderno que possuía só para isto, anotar frases que eram importantes para ela. Ágatha lia muito, mas sempre achava que poderia ler mais. Sobre a frase do autor ela logo pensou que era justamente o que ele queria, que as pessoas lessem mais. O problema que ela via nisso tudo é que muitos não lêem, "por que?". Primeiro ela achou que seria a pobreza, o analfabetismo, essas coisas, mas uma pessoa que realmente quer algo vai atrás deste algo, desde que seja importante para ela. Pensando mais um pouco, Ágatha lembrou que seu pai sempre dizia (e diz) a ela para ler, ou seja, ela já nasceu em um lugar onde as pessoas com as quais ela convivia diariamente liam muito, consequentemente, ela passou a ler também. Um amigo seu, que também lia muito, entretanto, não foi criado em uma casa onde as pessoas vivessem lendo. Mas ele lia porque gostava, porque seus amigos, como Ágatha, também gostavam e as professoras sempre indicavam livros bons. A filha da empregada de Ágatha disse uma vez que só lia os livros que a professora mandava porque achava ler "um saco" e nenhuma de suas amigas, nem seus pais liam.

Lembrando desses exemplos, Ágatha concluiu que as pessoas fazem as coisas porque são condicionadas a fazê-las, seja por influência dos pais, amigos, da mídia, do colégio, entre outras coisas. Assim, ela percebeu que uma pessoa poderia escutar um determinado tipo de música, mas diria que não gosta de outro estilo porque não foi condicionada pelo meio a gostar dele. Outra coisa que ela lembrou que poderia servir bem de exemplo foram os "mauricinhos" que ligam o som do carro bem alto, tocando aquelas músicas de axé, etc. fazem isso automaticamente, pois foram condicionados a fazê-lo: com o carro do ano, mulheres bonitas "atrás" deles, novelas mostrando o tempo todo que isso é ter "prazer na vida", seus pais liberando tudo...

Assim, Ágatha pensou que a frase do autor do livro estaria um tanto restrita à leitura de livros e que ela poderia ser aplicada à todos os fatores que, ao longo da vida das pessoas, fazem com que elas construam sua própria imagem do mundo e da vida. Àgatha saiu de cima da cama, foi até a cozinha, abriu a geladeira, pensou mais um pouco e achou que o assunto ainda não estava esgotado, pois ela ainda poderia ler mais e mudar a visão que ela acabou de construir sobre os condicionamentos naturais aos quais as pessoas são submetidas ao longo da vida. Fechou a geladeira, pegou o livro e continuou a ler.

*Post publicado em 17/09/2006 no meu antigo blog.